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Maria Lira

1945

Araçuaí, MG

Para mais informações, consulta de valores e obras disponíveis 

Artista autodidata, teve contato com o gesto de moldar pela primeira vez ainda criança, ao observar o pai utilizando cera de abelha para revestir a linha de costura no couro. Iniciou na cerâmica, ao observar a mãe, Odília, filha de uma Lira mais antiga, a avó de quem a artista recebeu o nome. Buscavam o barro na beira do rio e com a mãe aprendeu a adicionar trigo para dar liga e cinzas para melhorar a queima — antigas técnicas de origem indígena (especialmente dos maxacalis, povo originário do nordeste de Minas Gerais) e africana, passadas de geração em geração.

Nos anos 70 começou a pintar com geotinta bichos mágicos do sertão, um repertório de animais que parecem saídos das paredes rupestres. Seu método consiste em usar pigmentos de barro, retirados diretamente da argila e da terra, após serem socados, peneirados e misturados à água e à cola. Em camadas cromáticas, sua representação é lírica, sonhadora e imaginária.

Participou de importantes exposições individuais e coletivas pelo Brasil e na Alemanha, e entre as principais coleções públicas estão a Pinacoteca do Estado de São Paulo (SP); o Instituto Inhotim (Brumadinho/MG) e o Museu do Pontal (RJ).

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