Artista popular, xilogravador e poeta. Filho de agricultores, frequentou a escola aos 12 anos, apenas por dez meses. Foi marceneiro, mascate, pintor de parede, oleiro. Em 1956, comprou um lote de folhetos de cordel e começou a vender em feiras populares. Em 1964, escreve seu primeiro folheto que vendeu cinco mil exemplares em apenas dois meses. Na segunda publicação, produziu sua primeira xilogravura, inspirada
na fachada da igreja de Bezerros, iniciando sua carreira como xilogravador.
A partir de 1970, começou a receber diversas encomendas de gravuras. J. Borges continua escrevendo e produzindo cordéis por vinte anos e criando a gráfica Casa de Cultura Serra Negra, em Bezerros, na qual ensinou o ofício a seus filhos. A xilogravura lhe dá projeção nacional e internacional: ilustrou livros, participou de diversas exposições; e ministrou oficinas e workshops sobre cordel e xilogravura.
De 80 em diante, seu trabalho recebeu prêmios que atestam a importância de sua contribuição como artista popular. Entre eles, o prêmio de gravura Manoel Mendive, na 5ª Bienal Internacional Salvador ValeroTrujillo, Venezuela, em 1995; medalha de honra ao mérito da Fundação Joaquim Nabuco, Recife, em 1990; medalha de honra ao mérito cultural, do Palácio do Planalto, Brasília, em 1999; e o Prêmio Unesco, em 2000. Em 2006, J. Borges passou a receber bolsa vitalícia concedida com a Lei do Registro do Patrimônio Vivo e foi criado o Memorial J. Borges, em Bezerros, que assumiu as funções de ateliê, oficina e galeria.

