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Mestre Nado

1945

Olinda, PE

Para mais informações, consulta de valores e obras disponíveis 

Aguinaldo da Silva, apelidado de Nado ainda menino, nasceu e cresceu no bairro dos Bultrins, em Olinda. Suas primeiras memórias são das tardes a brincar num rio que passava ao lado da casa de sua avó. Sua habilidade com o barro fez com que, aos dez anos, fosse chamado para trabalhar como ajudante numa olaria.


Mestre Nado não é só um ceramista, é um escultor de sons. A música chegou em sua vida depois do trabalho com o barro, mas também veio dele. É prática comum, segundo ele, a dos oleiros trabalharem cantando. Aos 16 anos, Nado mudou-se para Tracunhaém, onde as botijas ainda tinham saída, sobretudo nos engenhos na região. Paralelo ao trabalho de fabricação de quartinhas, ele comprou um violão e aprendeu a tocar.


O trabalho na fábrica o aproximou do artista plástico e ceramista Francisco Brennand. Nado conta que foi ele quem propôs a Brennand fazer uma pasta diferente para suas esculturas, para que suportassem o alto calor do seu forno. Encontrou o ponto da massa e começou a esculpir suas próprias peças figurativas. Passou também a modelar as figuras desenhadas por Francisco Brennand. Nessa época, aprimorou ainda mais seus conhecimentos sobre a ciência do barro.


Desenvolveu-se na música e revelou-se compositor, tornando as esculturas sonoras a sua identidade artística. Hoje, são mais de 70 instrumentos de sopro e percussão registrados, entre ocarinas, flautas, maracas, raco-raco, bum d’água, adotados em shows de Milton Nascimento, Ney Matogrosso e até em apresentações da Orquestra Sinfônica de São Paulo.

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