Na caatinga, coleta a matéria prima que a natureza lhe fornece sem cortar nenhuma árvore. Véio encontra galhos, gravetos, troncos já secos, criando esculturas caracterizadas pelo longo comprimento dos membros, retratando seres, mitos, lendas, a vida e os costumes do sertão. Autodidata, sempre se interessou pelo folclore nordestino e pela vida sertaneja, inspirações para suas esculturas que transitam entre o figurativo e o abstrato, criando seres fantásticos, antropomórficos e híbridos.
Parte da renda obtida com suas obras é destinada à preservação desses ambientes naturais. Ao lado de sua casa, criou o Sítio Soarte, um museu ao ar livre conhecido como Museu do Sertão, onde recria o modo de vida sertanejo através de exposições de suas esculturas.
Com obras em acervos renomados como a Pinacoteca (SP), Itaú Cultural (SP), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte do Rio, Véio, participou de exposições nacionais e internacionais, com destaque para Bienal de Veneza em 2015.
Em 2024, se tornou doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Sergipe, em reconhecimento à importância de sua obra e conhecimento da cultura popular sertaneja.





